“Ignorância”: Swedish House Mafia critica preconceito do Rock com a música eletrônica

Alguns astros que já falaram mal do gênero são Win Butler, do Arcade Fire, e Taylor Hawkins, do Foo Fighters

Swedish House Mafia
Divulgação
 

Em entrevista para a NME para divulgar sua parceria com The Weeknd na canção “Moth To A Flame”, o trio sueco Swedish House Mafia criticou as bandas de Rock que demonstram uma postura preconceituosa quando falam sobre música eletrônica.

Ao tocar no assunto, a publicação citou uma fala de Win Butler, líder do Arcade Fire, na edição de 2014 do Coachella. Na ocasião, o vocalista pediu em determinado momento do show que a plateia fizesse barulho por “todas as bandas que ainda tocam instrumentos de verdade”.

Na conversa, também foi citado o baterista Taylor Hawkins, do Foo Fighters, que no passado já chamou o gênero eletrônico de “depressivo”. Um dos integrantes do trio, Sebastian Ingrosso afirmou:

O que os músicos de rock precisam entender é que passamos tanto tempo praticando com sintetizadores e batidas quanto eles praticando com a guitarra. É difícil entender a mudança, mas todos nós precisamos nos preparar porque existe um produtor de 12 anos fazendo um álbum incrível em seu iPhone usando um aplicativo do qual nunca ouvimos falar. Sempre há algo novo. Nós damos as boas-vindas. Se alguém vier fazendo uma música diferente, só nos inspiraremos nisso.

Steve Angello considerou que o preconceito vem de “muita ignorância” e complementou:

As pessoas não sabem o que fazemos ou quantas horas passamos no estúdio, e tudo bem – mas você não vai ver a gente perguntando por que diabos uma velha banda de rock está sendo a atração principal de um festival. As coisas mudam.

Swedish House Mafia lembra de Avicii ao falar de saúde mental

Na mesma entrevista, o Swedish House Mafia falou sobre saúde mental e comentou a morte precoce do produtor e DJ Avicii. Segundo Angello, é “muito perigoso” quando se chega ao topo rápido demais:

Existe muita pressão mental quando você está surgindo. É bem fodido. Quando você ascende ao topo muito rapidamente, pode ser muito perigoso. Você precisa de ótimas pessoas ao seu redor. Nós temos sido acompanhados por pessoas de merda ao longo dos anos, te obrigando a fazer coisas que você não quer fazer e te pressionando para níveis que são ruins para você. Mas, ao mesmo tempo, isso ajuda a atingir o sucesso. Nós ainda estamos aqui por causa dessa experiência, mas sempre tivemos um ao outro.

Você pode ler a entrevista na íntegra por aqui.

LEIA TAMBÉM: Amazonica conta sua jornada de DJ a rock star: “finalmente posso ser quem eu sou”

 
Nosso site utiliza de cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços. Consulte nossa Política.